Vamos filosofar um pouquinho?
Sim, esse livro é pura filosofia existencialista!
O Estrangeiro foi escrito por Albert Camus, Argelino, que foi escritor, romancista, dramaturgo e filósofo.
Esse romance faz parte da trilogia "Ciclo do Absurdo" e, faz parte da mesma, um ensaio intitulado "O Mito de Sísifo" e uma peça teatral, chamada "Calígula". O Estrangeiro foi escrito em 1942...isso mesmo...para quem lembrou...exatamente no período no qual a 2º Guerra Mundial já se iniciara.
É narrado em primeira pessoa pelo próprio protagonista, Meursault que conta um período de sua existência.
Vamos à Sinopse Amazon
"O narrador-personagem é o argelino Meursault, que mata um árabe por impulso. Meursault é o anti-herói que assassina um homem "por causa do sol" e sobe ao cadafalso afirmando que "fora feliz e que o era ainda"
É basicamente disso que se trata a história: Meursault é um trabalhador Argelino, pacato, sem ambições, sem vontades, qualquer coisa está bom para ele...confesso que a primeira intenção do autor me pegou logo na primeira página! Não esperem morrer de amores por esse personagem...ele me causou muito desconforto, raiva, antipatia e uma vontade enorme de abandonar a leitura!
Mas era isso mesmo que Camus pretendia ao construir o perfil psicológico desse personagem...
O livro inicia já com uma terrível noticia para Meursault, o falecimento de sua mãe...notícia essa que não o abalou e a partir de então vamos conhecendo a frieza e indiferença dele.
"Hoje mamãe morreu.
Ou talvez ontem, não sei bem.
Recebi um telegrama do asilo:
Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pêsames."
Isso não esclarece nada. Talvez tenha sido ontem".
Após o interro de sua mãe, no dia seguinte, Meursault decide tomar um banho de mar e foi nesse lugar que ele encontra uma ex colega de trabalho e inicia com ela um relacionamento!
No prédio onde Meursault mora, ele faz amizade com um vizinho, um homem nada confiável, explorador de mulheres que o coloca em uma verdadeira enrascada...Uma das mulheres desse vizinho que fora espancada por ele, tem um irmão, o Árabe que o jura de morte!
Mas é claro que boa parte disso é devido ao "tanto faz"... "pode ser"...que Meursault vive dando como resposta para tudo em sua vida!
Em um passeio à praia esse vizinho acaba se metendo em uma briga e Meursault, acaba voltando ao local, armado, encontrando o Árabe que bateu em seu vizinho e o mata, sem nenhum motivo aparente (conforme sinopse).
Meursault, é preso...julgado e condenado!
Esse é Meursault, minha gente! Um cara completamente desprovido de sentimentos, frio, indiferente a tudo e a todos! Com essa personalidade bem peculiar, ele acabava ficando sempre à margem dos padões exigidos pela sociedade. E é justamente esse desvio de personalidade que é explorado durante todo o processo de seu julgamento, que por sinal, achei sensacional a argumentação em torno disso.
Esse livro faz um contra ponto entre liberdade e privação da mesma, pois a personalidade de Meursault nos mostra o quão "livre" ele se julgava ser, tanto que não media consequências de seus atos pelas suas indiferenças. Quando preso, privado de tal liberdade, seguindo regras, ele se coloca a refletir sobre alguns pontos de sua existência .... mas será que essa lição é o suficiente para fazê-lo mudar ou pensar em mudar seu jeito de ser? Leia e confira!!!
A edição que lí no tablet, baixei em PDF no site Le Livros. Para baixar clique no link abaixo:
Agora aproveitem essa leitura, mas de antemão deixo a dica: vá até o fim! O livro é sensacional e, os questionamentos filosóficos que são levantados nos fazem prefletir bastante.
Esse livro é mais uma meta cumprida da lista dos 100 livros essenciais da literatura mundial.
Boa Leitura!
Até a próxima!

